República Velha

12 de setembro de 2010 Fernando 3º ano9º AnoBlog do FernandoEJAHistória Ens. FundamentalHistória Ens. MédioT6T9

A República Velha

O período que vai de 1889 a 1930 é conhecido como a República Velha. Este período da História do Brasil é marcado pelo domínio político das elites agrárias mineiras, paulistas e cariocas. O Brasil firmou-se como um país exportador de café, e a indústria deu um significativo salto. Na área social, várias revoltas e problemas sociais aconteceram nos quatro cantos do território brasileiro.

A República da Espada (1889 a 1894) – Em 15 de novembro de 1889, aconteceu a Proclamação da República, liderada pelo Marechal Deodoro da Fonseca. Nos cinco anos iniciais, o Brasil foi governado por militares. Deodoro da Fonseca tornou-se Chefe do Governo Provisório e, em seu governo procurou de uma forma simples incentivar a industrialização no Brasil, para isso ele nomeou Rui Barbosa como ministro da fazenda. Barbosa, teve uma idéia desastrosa, emitia livremente papel moeda (dinheiro) para as incentivar a industrialização. Até então tudo bem, o problema é que os empresários criavam empresas fantasmas (de mentira) para receber os empréstimos. Não sendo o suficiente, eles vendiam ações dessas empresas de mentira na bolsa de valores (e ganhavam mais dinheiro em cima de empresas de mentira ou seja, as ações não valiam nada mas o comprador não sabia disso) e por fim, emitir mais papel moeda (ou seja criar novas moedas) acaba gerando inflação, pois o dinheiro começa a perder o seu valor. Essa política recebeu o nome de “encilhamento”, que significa preparar o cavalo para a corrida. Isso era uma paródia comparando as corridas para subir as ações da bolsa de valores com as corridas de cavalos. A política do encilhamento tinha tudo para ser um desastre de forma que Deodoro vai renunciar e Barbosa vai ser demitido do cargo.

Em 1891, quando Deodoro renunciou, quem assumiu foi o vice-presidente: Floriano Peixoto (outro militar). O governo do militar Floriano, através do uso da violência, intensificou a repressão aos que ainda davam apoio à monarquia, motivo pelo qual esse período ficou conhecido como República da Espada. Outro ponto importante de analisar nesse período era necessidade de uma nova Constituição, pois a antiga ainda seguia os ideais da monarquia. Assim em 1891, surge uma nova constituição, cheia de restrições e limitações pois representava os interesses das elites agrárias do país. Quer ver como? Na nova constituição instituía coisas como o Presidencialismo (presidente mandaria no país), o voto seria aberto (todos sabem em quem você vota) e dizia que todos poderiam votar (voto universal para os cidadãos). Quem são todos? Qualquer um menos mulheres, analfabetos, militares de baixa patente. Agora pensem em quem sobrou para votar?

República das Oligarquias – Após os militares saírem do poder começa o período marcado foi marcado pelo governo de presidentes civis, ligados ao setor agrário, esse período vai de 1894 até 1930, e quase todos os políticos saiam dos seguintes partidos: Partido Republicano Paulista (PRP) e Partido Republicano Mineiro (PRM). Estes dois partidos controlavam as eleições, mantendo-se no poder de maneira alternada. Contavam com o apoio da elite agrária do país. Dominando o poder, estes presidentes implantaram políticas que beneficiaram o setor agrário do país, principalmente, os fazendeiros de café do oeste paulista. Esse período da história recebeu o nome de República velha, ou República do café, pois toda a máquina administrativa do Brasil era usada para resolver os problemas dos produtores de café, gastando enorme somas de dinheiro público para manter o preço do café alto, fora o fato de que todos os políticos eram em sua maioria cafeicultores ou eram ligados aos cafeicultores.

Política dos Governadores – Montada no governo do presidente paulista Campos Salles, esta política visava manter no poder as oligarquias. Em suma, era uma troca de favores políticos entre governadores e presidente. O presidente apoiava os candidatos dos partidos governistas nos estados, enquanto estes políticos davam suporte à candidatura presidencial e também durante a época do governo.

O Convênio de Taubaté – Essa foi uma fórmula encontrada pelo governo Republicano para beneficiar os cafeicultores em momentos de crise. Quando o preço do café abaixava muito, o governo federal comprava o excedente de café e estocava. Esperava-se a alta do preço do café e então os estoques eram liberados. Esta política mantinha o preço do café, principal produto de exportação, sempre em alta e garantia os lucros dos fazendeiros de café.

O coronelismo – A figura do “coronel” era muito comum durante os anos iniciais da República, principalmente nas regiões do interior do Brasil. O coronel era um grande fazendeiro que utilizava seu poder econômico para garantir a eleição dos candidatos que apoiava. Era usado o voto de cabresto, onde o coronel (fazendeiro) obrigava e usava até mesmo de violência para que os eleitores de seu “curral eleitoral” votassem nos candidatos apoiados por ele. Como o voto era aberto, os eleitores eram pressionados e fiscalizados por capangas do coronel, para que votasse nos candidatos indicados. O coronel também utilizava outros “recursos” para conseguir seus objetivos políticos, tais como: compra de votos, votos fantasmas, troca de favores, fraudes eleitorais e violência.

Política do Café-com-Leite – A maioria dos presidentes desta época eram políticos de Minas Gerais e São Paulo. Estes dois estados eram os mais ricos da nação e, por isso, dominavam o cenário político da República. Saídos das elites mineiras e paulistas, os presidentes acabavam favorecendo sempre o setor agrícola, principalmente do café (paulista) e do leite (mineiro). A política do café-com-leite sofreu duras críticas de empresários ligados à indústria, que estava em expansão neste período.

Se por um lado a política do café-com-leite privilegiou e favoreceu o crescimento da agricultura e da pecuária na região Sudeste, por outro, acabou provocando um abandono das outras regiões do país. As regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste ganharam pouca atenção destes políticos e tiveram seus problemas sociais agravados.

Revoltas sociais na República – O fim da monarquia, não representou grandes transformações sociais para a população brasileira que permaneceu estagnada vendo os cafeicultores agroexportadores enriquecendo com o uso da máquina do governo. Fora, a questão dos ex-escravos que embora estivessem libertos não tiveram nenhum projeto de inclusão social e econômica para os ex-escravos. Assim, o problema da exclusão sócio-econômica atingiu as populações do campo e da cidade. No meio rural, a hegemonia opressora dos coronéis impulsionavam os camponeses a se aproximarem das alternativas oferecidas pelos líderes messiânicos como José Maria (Contestado/SC), Antônio Conselheiro (Vaza-Barris/BA) e Padre Cícero (Juazeiro/CE). Em situações mais extremas, o chamado banditismo social impulsionava a formação de grupos de cangaceiros que não reconheciam nenhum tipo de autoridade. E por outro lado, nos centros urbanos, o problema da exclusão era visivelmente fomentado por um governo ainda preso às tradições autoritárias e o perfil conservador dos grandes proprietários. No entanto, a formação da classe operária – influenciada pelo ideário socialista e anarquista – foi responsável pela formação dos primeiros movimentos grevistas e levantes populares, como a Revolta da Vacina de 1904.

Paralelamente, os militares também mobilizaram sua classe em torno de manifestações contrárias à hegemonia oligárquica. A primeira manifestação aconteceu na cidade do Rio de Janeiro, onde marinheiros tomaram conta de embarcações oficiais ao protestar contra os baixos salários e os castigos físicos combatidos na chamada Revolta da Chibata (1910). Na década seguinte, o interesse político dos militares ganhou maior presença com o movimento tenentista e a formação da Coluna Prestes.

Todas essas rebeliões davam sinais claros de uma mudança no interior da nação. O Brasil não tinha mais seu campo político restrito ao meio rural e as constantes crises da economia não mais suportavam um país essencialmente ligado à agro-exportação. Paralelamente, a partir de 1914, o crescimento urbano e industrial inseriu novos grupos sociais dotados de interesses e demandas políticas próprias. A partir disso que compreendemos as diferentes revoltas que marcaram essa época.

A crise da República Velha e o Golpe de 1930 – Em 1930 ocorreriam eleições para presidência e, de acordo com a política do café-com-leite, era a vez de assumir um político mineiro do PRM. Porém, o Partido Republicano Paulista do presidente Washington Luís indicou um político paulista, Julio Prestes, a sucessão, rompendo com o café-com-leite. Descontente, o PRM junta-se com políticos da Paraíba e do Rio Grande do Sul (forma-se a Aliança Liberal ) para lançar a presidência o gaúcho Getúlio Vargas.

Júlio Prestes sai vencedor nas eleições de abril de 1930, deixando descontes os políticos da Aliança Liberal, que alegam fraudes eleitorais. Liderados por Getúlio Vargas, políticos da Aliança Liberal e militares descontentes, provocam a Revolução de 1930. É o fim da República Velha e início da Era Vargas.

Exercícios

Elabore um texto explicando como você percebe a corrupção na República Velha. Por que podemos dizer que existia corrupção? Quem eram os políticos que roubavam? De onde eles vinham?  Qual era o trabalho deles? Como eles usavam a máquina administrativa para roubar? E como os demais políticos permitiam que eles roubassem. Essas perguntas devem ser respondidas junto com o texto. ATENÇÃO: EU QUERO UM TEXTO! NÃO QUE VOCÊS APENAS ME RESPONDAM ESSAS PERGUNTAS E ME ENTREGUEM. As pergunta são apenas para orientar a leitura de vocês durante a construção do texto.

BrasilBrasil RepúblicaHistória do Brasil

72 Responses to “República Velha”


Deixe um Comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Robert Games theme design by robertgames.com | Powered by WordPress