O Início do Movimento Operário e Sindicalismo no Brasil
Movimento Operário e Sindicalismo
No Brasil, com a abolição da escravatura e a proclamação da República, a economia se diversificou, e as atividades manufatureiras surgiram nos centros urbanos e no litoral brasileiro, atraindo levas de imigrantes vindos da Europa. Os trabalhadores que então migravam tinham uma experiência de trabalho assalariado e de um leque de direitos trabalhistas conquistados no mundo desenvolvido. Chegando ao Brasil se deparavam com uma sociedade atrasada no quesito direitos e com práticas escravocratas. Rapidamente esses homens começaram a se organizar, formando o que viriam a ser os sindicatos.O movimento sindical efetivou-se basicamente no século XX, em decorrência do processo de industrialização, e esteve ligado a correntes ideológicas como o positivismo, o marxismo, o socialismo, o anarquismo, o anarco-sindicalismo, o trabalhismo vanguardista, e o populismo.
O movimento operário brasileiro viveu anos de fortalecimento entre 1917 e 1920, quando as principais cidades brasileiras foram sacudidas por greves. Uma das mais importantes foi a greve de 1917 em São Paulo, em que 70 mil trabalhadores cruzaram os braços exigindo melhores condições de trabalho e aumentos salariais. A greve durou uma semana e foi duramente reprimida pelo governo paulista. Finalmente chegou-se a um acordo que garantiu 20% de aumento para os trabalhadores. Os sindicalistas mais ativos eram os anarquistas italianos que, surpreendendo os governantes, desencadearam uma onda de rebeliões, que foi contida por uma violenta repressão policial.
A ascensão do movimento operário no Brasil naquele anos finais da década de 1910 relacionava-se diretamente à vitória dos comunistas na Revolução Russa. Vários grupos operários no Brasil e no mundo acreditavam que havia chego o momento de colocar um fim à exploração capitalista e construir uma nova sociedade. Esse entusiasmo não foi suficiente, no entanto, para que a revolução se disseminasse. Os anos 20, apesar de alguns avanços em termos de legislação social, foram difíceis para o movimento operário, que foi obrigado a enfrentar grandes desafios.
Governo brasileiro reprimiu o movimento sindical justificando que o movimento operário era artificialmente controlado por lideranças estrangeiras radicais que iludiam o trabalhador nacional. Por conta disso foi aprovada no Congresso, em 1921, a Lei de Expulsão de Estrangeiros que permitia, entre outras coisas, a deportação sumária de lideranças envolvidas em distúrbios da ordem e o fechamento de organizações operárias. O principal alvo dessa lei eram os anarquistas.
A expansão do anarquismo foi rápida nas grandes cidades brasileiras nas primeiras décadas do século XX. Suas propostas de supressão do Estado e de todas as formas de repressão encontraram receptividade entre os trabalhadores naqueles tempos em que o jogo político era exclusividade das oligarquias e praticamente inexistia qualquer proteção ao trabalho. Governo e patrões eram vistos pelos anarquistas como inimigos a serem combatidos a todo custo. Suas idéias eram difundidas por meio de congressos e por uma imprensa própria e, entre outros, destacaram-se como divulgadores do ideário anarquista José Oiticica, Everardo Dias e Edgard Leuenroth.
As correntes anarquistas dividiam a liderança do movimento operário com outros grupos políticos. Particularmente no Rio de Janeiro, era bastante influente uma corrente política moderada, não revolucionária, interessada em obter conquistas específicas como diminuição da jornada de trabalho e aumentos salariais. Esses grupos preocupavam-se ainda em garantir o reconhecimento dos sindicatos por parte do Estado. Ao contrário dos anarquistas, atuavam no espaço político legal apoiando e lançando candidatos. Os grupos revolucionários os chamavam pejorativamente de “amarelos”.
A classe operaria no Brasil pode ser considerada de certo modo como fragmento das outras classes operarias fora do Brasil, pois era fraca, apática e quase sem consciência. Ela é definida pelo modo como as pessoas vivem a sua própria história. Quando se fala da classe operária no Brasil é preciso se considerar que predominavam os estrangeiros. Esta grande coletividade operária que está subdividida e subdividida fazia freqüentemente greves fracassadas e os sindicatos dissolverem justamente por causa das hostilidades entre as diversas nacionalidades que compunham a classe operaria.
A partir de 1922, outra corrente se definiu dentro do movimento operário: a dos comunistas. Naquele ano, embalados pela criação do primeiro Estado Socialista na Rússia, militantes brasileiros fundaram o Partido Comunista do Brasil (PCB). Entre os fundadores estavam ex-lideranças anarquistas como Astrojildo Pereira e Otávio Brandão.
Ao contrário dos anarquistas, que viam o Estado como um mal em si, os comunistas o viam como um espaço a ser ocupado e transformado. Essas concepções os levaram, seja na ilegalidade, seja nos breves momentos de vida legal, a buscar aliados e participar da vida parlamentar do país. Uma liderança que os comunistas tentaram atrair em 1927 foi Luís Carlos Prestes, que naquele ano se exilou na Bolívia. Através do Bloco Operário Camponês (BOC), sua face legal, o PCB elegeu dois vereadores para a Câmara Municipal carioca em 1928: o operário Minervino de Oliveira e o intelectual Otávio Brandão.
Todos esses esforços não foram suficientes para produzir uma mudança significativa na vida material do conjunto da classe trabalhadora no final dos anos 20. A legislação aprovada quase nunca era aplicada. Isso ocorria, entre outras razões, porque o movimento operário encontrava-se ainda limitado e restrito a alguns poucos centros urbanos. Apesar disso, não se pode deixar de reconhecer que foi na década de 1920 que o movimento operário brasileiro ganhou maior legitimidade entre os próprios trabalhadores e a sociedade mais ampla e começou a se transformar em um ator político que iria atuar com maior desenvoltura nas décadas seguintes.
Em 1930, o Governo Federal criou o Ministério do Trabalho e em 1931 regulamentou, por decreto, a sindicalização das classes patronais e operárias. Criou as Juntas de Conciliação e Julgamento e, com a promulgação da Constituição do Estado Novo, a unicidade sindical.
Jurássico 2012 (ano III)
resumo desteeee tamaaanhooooo Deus que me livree hasuahsashausahsua
É… é verdade… tenho que fazer resumos menores… mas acho que tem tudo que você pode precisar… na verdade… acho que vou mudar o nome do post… hehehe…
sera que nao sabem o qque e um resumo ??? ve sse melhoram asim eu tiro um 0 no trabalho!!!
Taisa… “vai pro inverno”… hehehe…
alterei o nome do post em sua homenagem… pronto… bom, quanto a sua nota no trabalho…. hehe…. tá por conta filha… sabe que a culpa não é minha… kkkkk….
muito bom esta pagina
Mercia.. thank you…. valeu pelo apoio.
mais grande desse jeito num ajudo em nada
Lamento… acho que vou trocar o nome do post então… heheh…
AS LEIS TRABALHISTAS.
As leis trabalhistas são um avanço ou um fracasso? Eu acho que no passado foram um avanço, hoje na atual conjuntura com a falta de emprego causada pelo avanço da tecnologia estas leis, não todas, mas muitas delas se tornaram retrógradas e perniciosa para todos. Digo isso porque sei que existem milhares de empregos espalhados por todo o Brasil, empregos estes que estão ocultos por medo dos mais variados problemas, que são causados por leis trabalhistas extremamente rígidas. Também por excessos de vantagens para os trabalhadores e pelos excessos de impostos que recai sobre o empregador. Alem de todos estes problemas que aparecem durante o contrato trabalhista, mesmo depois de te pago todos os direitos do trabalhador, o empregador ainda corre o risco de ter que enfrentar processos trabalhistas muitas vezes injustos, diante disso o pequeno empregador, sem os recursos que dispõe as grandes empresas, se sente encurralado sem coragem de contratar, mesmo estando necessitando de um auxiliar em seu pequeno estabelecimento. Este peso que recai sobre quem contrata, só pode ser suportado por empresas que trabalham com produtos de muita aceitação e que o mesmo pode ser reajustado todas as vezes que nossa moeda for desvalorizada. O coitado do pequeno empresário que sofre o peso violento da concorrência, muitas vezes desleal, diante desta realidade não podendo reajustar seus preços não tem a mínima condição de arriscar a empregar alguém, mesmo estando precisando. Sei que ninguém vai me apoiar nesta idéia, mas atentem para o seguinte fato, se o governo liberasse aos pequenos empresários, o direito de contratar funcionários sem nenhum vinculo empregatício por um ano, com esta medida surgiriam milhares de vagas, estes trabalhadores novos seriam também novos consumidores que iriam aquecer a industria e também o comércio, depois de um ano o mercado já estando mais aquecido, estes pequenos empregadores poderiam dispensá-los, ou contratá-los na lei antiga, ou ainda o governo poderia criar uma lei especifica e mais humana para os pequenos empresários, dando a eles a oportunidade de manter a oferta de emprego a qual o nosso país tanto precisa.
Da maneira que esta com estas leis trabalhistas muito rígidas, só posso dizer parabéns a quem criou leis tão maravilhosas para os trabalhadores, parabéns por conservá-las, parabéns para todos os sindicatos que as defendem, todos estão muito certo, isso e ótimo só que todos estes seguimentos de defesa dos trabalhadores esqueceram de uma coisa muito importante: se esqueceram de criar leis para proteger o coitado do desempregado. Isso é uma grande injustiça, porque enquanto os trabalhadores que têm seus empregos garantidos com todas as vantagens, tais como, registros em carteiras, seus sagrados salários, e alem disso recebem cestas básicas, vales transporte, vales refeição, e o coitado do desempregado recebe o que? Recebe sim uma coisa, uma porta na cara quando procura por um emprego. Alem de todas estas desgraças por que passa o infeliz desempregado, ainda tem uma agravante, porque existem dois tipos de desempregados, os que têm experiência e os que não têm, os que não têm experiência estão mais jogados para as traças, porque os pouquíssimos empregos que ainda existem só são ofertados a quem tem experiências, sendo assim onde estes pobres infelizes e inexperientes desempregados irão buscar seu lugar ao sol., esta é a pergunta que faço a todos dirigentes sindicais e a todos homens que dirigem esta nação, repetindo a insistente pergunta, onde estes infelizes e inexperientes desempregados irão buscar o seu lugar ao sol. Onde?
Esta crônica foi extraída do livro, Crônicas indagações e teorias, autor Paulo Luiz Mendonça. Editora Scortecci.
Bom, Paulo, nesse ponto que você afirmou nesse post eu divirjo um pouco de você. Acho sim que o peso das contratações recai sobre o empregador, o problema é o pequeno empregador, ao grande empregador, se retirássemos todos os tributos pelo tempo de um ano, isso faria aquecer o mercado sim, mas não traria uma consolidação da mão de obra e sim um giro maior de mão de obra, uma vez que seria promissor demitir o funcionário que está tornando-se velho, ainda mais em empregos com alta rotatividade do quadro, tal como call centers e outras empresas que empregam milhares de jovens. Antes de mais nada, quero dizer que não sou defensor do governo, mas DIZEM que eles estão estudando uma maneira de reduzir a carga tributária do empregador, isso é provável que aumente a regularização da mão de obra. Não vai gerar mais empregos, mas vai fazer com que mais empregos sejam legalizados. Acho justo que o Estado coloque a mão no fogo para assegurar a regularização do trabalho. Enquanto ele está trabalhando, acho justo que sejam assegurados os benefícios tal como vale transporte, vale alimentação e demais vales, por que são eles que asseguram que o profissional financeiramente carente possa desempenhar suas atividades corretamente.
O que ferra o estado, minha opinião, é o assistencialismo, a enorme quantidade de bolsas que sustentam o cidadão e que o insere no mercado de consumo, a bolsa permite ao cidadão carente ser inserido na sociedade, mas em qual sociedade? Na sociedade do CONSUMO. O assistencialismo é uma droga que viciou ao cidadão.
E por fim… o mercado de trabalho se tornar extremamente competitivo e a necessidade de atualização do trabalhador é um discurso retórico da sociedade. A experiência do trabalhador não é a resposta para o emprego, é o problema. Cada vez mais exige-se experiência para cumprir as funções que poderiam simplesmente ser cumpridas com um treinamento ao funcionário, qualificar a mão de obra dessa forma é a solução. E se todos estivessem qualificados, todos fizessem os cursos e estivessem afiados para assumir sua posição no mercado de trabalho… Haveria emprego para todos? Certamente que não, a resposta está nas grandes empresas dividirem um pouco do seu lucro com os trabalhadores, não estou nem dizendo em aumentar os salários, mas reduzir a carga horária a fim de promover melhor qualidade de vida ao trabalhador e maior rotatividade nos empregos. Sei que parece um discurso socialista, mas não vejo melhor saída que essa.
A exigência de experiência profissional, é um discurso tão falho, quanto dizer que a educação é a plataforma para mudar a sociedade. Eu sou educador e sei que isso é a maior baboseira que já ouvi na minha vida, a sociedade é quem dita como que a educação deve ser. A sociedade cria valores que são transmitidos junto com a educação. Nossos alunos são moldados segundo padrões que achamos válidos, que são transmitidos desde nosso berço, então quer melhorar a educação? Melhore primeiro a sociedade…
bem interessante, resume bem o movimento operário no brasil durante o inicio do séc.: XX.
Obrigado, seja bem vindo sempre que precisar.
espero q esse resumo me ajude um pouco no me trabalho esxolar
Tomara DIego. Qualquer coisa nos avise.
q resumo e esse ??
:
desse tamanho !
odiei
João! Esse texto é extremamente insignificante perante a contribuição desse grupo e da atuação dele durante o período da República Velha. Na verdade, eu confesso que esse texto deveria ser maior… então… cuidado com o que você pede… hehehe…
gostei muito
Obrigado, se tiver como melhorar, me avise que a gente dá um jeito.
VALUEU sUELEN 123456789!
agriculino tambem estuda
Show de bola agriculino. Ainda bem…. hehehehe….
booom demais
Valeu Isa! Escreva sempre que sentir vontade.