Independência dos EUA

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Independência dos EUA

Breve histórico sobre a colonização

A história dos Estados Unidos da América, hoje conhecida por nós, inicia-se a partir do século XVI, quando exploradores europeus aportaram no lado norte do continente americano. Até então, apenas nativos habitavam no local, a partir dessa conexão com o continente europeu, os Estados Unidos passaram a ser colônia da Inglaterra. Inicialmente estes colonizaram a parte leste do país, o que corresponde ao litoral que é banhado pelo oceano Atlântico. Logo depois a parte central foi colonizada pela França e a parte sudeste e sudoeste pela Espanha.

Pessoas de vários grupos sociais, políticos e religiosos vieram habitar o novo mundo, por diversos motivos diferentes. A razão que levou a Inglaterra a tentar a colonização da América do Norte não foi a ambição de tornar-se um Império Colonial, mas o interesse no comércio e na superpopulação da nação, pois muitas pessoas buscaram o Novo Mundo em busca da liberdade religiosa.

As primeiras colônias que a Inglaterra tentou estabelecer, ao contrário do que se esperava, não tiveram sucesso. Entre as razões que provocaram esse resultado, destacam-se o rigoroso inverno, as constantes batalhas com os índios e a falta de suprimentos. Na região da Virgínia foi onde se estabeleceu a primeira colônia ou assentamento, e abrigava desde então diversas pessoas de nacionalidades, culturas e religiões diferentes. Não havia apenas britânicos, mas espanhóis, franceses, alemães, irlandeses e italianos. Chamava-se Jamestown por ser próximo ao Rio James. Inicialmente a colônia extraía minerais da região mas com o tempo passou a investir no cultivo de tabaco, pois não encontraram ouro na região e viram que o cultivo era muito mais rendoso. A mão-de-obra utilizada, a princípio, era livre, mas devido aos altos custos, a mão-de-obra escrava passou também a ser utilizada. A escravidão nessa região teve um caráter bastante opressor e era passada entre as gerações. Os escravos trabalhavam em plantações de tabaco e arroz, bem como nas casas dos seus senhores, e não possuíam nenhum tipo de direito legal.

Com o passar do tempo firmaram-se treze colônias britânicas na América do Norte. Depois de 1790, as relações entre essas colônias e a Inglaterra começaram a se deteriorar e iniciou-se a luta pela independência dos Estados Unidos da América.

(Quem quiser saber mais sobre a colonização dos EUA, visite a página da colonização dos EUA)

Um breve histórico da guerra de independência

A organização das Colônias americanas era algo assombroso. As colônias inglesas foram cedidas à empresas que quisessem investir na exploração do solo americano, em troca de deter o monopólio da exploração naquela região. Assim, cada empresa com ideais diferentes e visões de mercado diferentes se instalaram nos EUA. Uma noção geral do que estou falando pode ser compreendida se analisarmos a relação com a escravidão, que era algo muito comum nas colônias do sul, onde predominava a exploração da terra sobre a forma de latifúndio de monocultura (grandes plantações de um produto só, ex: milho, fumo, etc). Enquanto no norte, onde o clima era horrível para a exploração agrícola em boa parte do território (sim, o inverno de NY é horrível!). Assim, as colônias do norte se especializaram nas relações comerciais.

Assim, no norte estava sendo criada uma burguesia mercantil, que não podia se desenvolver pois isso ia contra os interesses coloniais, pois colônia é colônia, se a burguesia mercantil na colônia fosse forte, não teria como manter o domínio sobre a colônia nem sobre o uso de monopólio de exploração. Enquanto no sul, existia um grande grupo de latifundiários fiéis à Inglaterra.

Chegamos ao ponto onde eu queria, bom, desta forma podemos ver que nitidamente destacaram-se dois partidos na década anterior à guerra de independência: os Whigs (patriotas), favoráveis à emancipação mesmo que através de uma guerra (pois eles não tinham espaço para crescer na colônia) e os Tories (Legalistas) que permaneciam fiéis ao rei inglês pois a vida estava “boa” para eles.

Whigs

Tories

Compostos da maior parte da burguesia colonial, os pequenos proprietários, as camadas intelectualizadas, os comerciantes, artesãos, trabalhadores assalariados.

Compostos de altos funcionários da administração colonial, parcela dos latifundiários do sul, alguns grupos de comerciantes e de congregações religiosas.

As treze colônias juntas tiveram que lutar na “Guerra do Sete Anos” (1756-1763), para defender a supremacia inglesa na região, lutando contra os índios e os franceses para conquistar novos territórios. O problema é que desde a guerra a Inglaterra aumentou a rigidez sobre a colônia a fim de poder extrair mais dinheiro.

As terras a oeste, tomadas aos franceses após a guerra foram declaradas da Coroa e portanto os colonos foram proibidos de ocupa-las, frustando as expectativas dos grandes proprietários do sul, que encontravam-se constantemente endividados, na medida em que dependiam do comércio inglês. Com o pretexto de recuperar as finanças do Estado, abaladas com a guerra com a França, os ingleses adotaram diversas leis coercitivas, que na prática serviriam para garantir o mercado colonial para os produtos de outras colônias ou comercializados por empresas inglesas, particularmente o chá, monopolizado pela Companhia das Índias Orientais.
As principais leis coercitivas foram:

  • Lei do Açúcar (1764) taxando o açúcar que não fosse comprado das Antilhas Inglesas.

  • Lei do Selo (1765) obrigava a utilização de selo em qualquer documento, jornais ou contratos

  • Atos Townshend (1767) Leis que taxavam a importação de diversos produtos de consumo. Criavam os Tribunais Alfandegários.

  • Lei do Chá (1773) garantia o monopólio do comércio de chá para a Cia das Índias Orientais

  • Leis Intoleráveis (1774) Impostas após a manifestação do Porto de Boston, interditava o porto da cidade, imposição de um novo governador para Massachussets e aquartelamento de tropas britânicas.

  • Ato de Quebec (1774) impedia que as colônias de Massachussets, Virgínia, Connecticut e Pensilvânia ocupassem terras à oeste.

As imposições fiscais, as medidas de caráter repressiva levada a efeito pelas tropas britânicas nas colônias e a influência das ideias iluministas foram responsáveis pela organização de vários movimentos de protestos e principalmente de boicotes aos produtos ingleses e ao mesmo tempo, pelo inicio do movimento de independência.

A guerra

Ok, chegamos em outro ponto que vale ouro: a independência virou um desejo de todos quando os que se consideravam cidadãos ingleses se viram esquecidos no solo americano. Assim, principalmente as colônias do sul começaram a apoiar os diversos comitês que se instalavam em solo americano para a independência. A Declaração de guerra, que vai acontecer com a chefia de George Washington como general militar tem grande significado político não só porque formalizou a independência da s primeiras colônias na América, dando origem a primeira nação livre do continente, mas porque é fundamentada em princípios iluministas da liberdade e do direito individual, e a idéia de soberania popular, representando uma síntese da mentalidade democrática e liberal da época. No entanto, a pressão dos grandes proprietário rurais, importantes aliados na Guerra de Independência, determinou a manutenção da escravidão no país.

Por fim, os EUA não ganhou sozinho da Inglaterra: em 1778 a França entra na guerra para dar o troco à Inglaterra pela guerra dos sete anos e no ano seguinte a Espanha participa também. Em 1783, é assinado em Versalhes um tratado onde a Inglaterra reconhecia a independência das treze colônias, agora Estados Unidos da América.

Por fim (fim de verdade) … segue outro videozinho que achei por aí. Feito por um “colega” do Padre Réus… ou Padreco para os íntimos. Hehehe… aproveitem, e não liguem para a música pois todo mundo tá reclamando.

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