Bastardos Inglórios

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Inglorious BasterdsNo dia 09/10/2009, chegou nas telas do cinema brasileiro o novo filme do Tarantino: Inglorious Bastards. Recheado de humor negro e com cenas bem sangrentas (como todo bom filme dele) ele retrata um batalhão americanos, com uma única missão: matar o maior número possível de alemães nazistas. Filme voltado a divertir o povo e não para ser um filme histórico sobre a segunda guerra mundial.

Como professor de história, sempre gosto de dar algum parecer a cerca de obras cinematográficas, pois compreendo a importância delas para uso em sala de aula, e como crítico amador também gosto de deixar meus comentários, mas esses eu geralmente reservo para uso pessoal, para evitar os mimimis pois gosto é que nem… ahn… nariz: cada um tem o seu.

A primeira coisa que temos que levar em conta desse filme é que ele fez ele para se divertir mesmo, ele não tem nenhum compromisso com retratar a realidade. A ideia do filme surgiu depois de ver um filme italiano de 1978: Quel Maledetto Treno blindato (Assalto ao trem blindado). Que também não vale nada como filme de guerra e sim para a diversão, pois é sanguinolento e divertido.

Quando eu assisti ao Bastardos Inglórios, tive a sensação que estava assistindo um Pulp Fiction ambientado na França ocupada por nazistas. Digo isso pelos sarcasmos de arrancar escalpos (tal como os índios nativo-americanos faziam com os colonizadores abatidos nas guerras pela ocupação do território americano) e pelas cenas violentas que sempre ocorrem em filmes de Quentin Tarantino (apesar desse filme não ser tão sanguinolento como o albergue).

Mas de uma maneira geral, ele foi bem ambientado, exibindo uma França que estava ocupada por tropas nazistas, comendo nos cafés, andando pelas ruas e usando os cinemas locais. E também apontou corretamente o oficial responsável que auxiliou na lavagem cerebral da Alemanha, Joseph Goebbels, o “mestre” da propaganda nazista. Destaque à cena que Hitler o elogia pelo seu filme, e discretamente corre uma lágrima do olho de Goebbles (que meigo!).

Voltando à realidade, esse é o primeiro filme que vejo Hitler ser morto. De certa forma, o diretor fez o que muitas pessoas sonharam fazer e o que mesmo outros cineastas não fizeram (ou não puderam), que foi matar esse grande vilão. Cabe lembrar que a versão histórica nos conta que Hitler tenha se suicidado e pedido aos seus soldados mais leais que o enterrassem. E, a partir daí o resto é outra história. Para mim, a versão melhor aceita é dele fugir para a Argentina depois da guerra.

Mas… conforme disse acima, esse é um filme que ele fez para se divertir, e não para retratar a realidade. Sendo assim, não merece ser tão duramente criticado, e para finalizar, quero pedir que foquem sua atenção ao oficial Nazista Coronel Hans Landa: O caçador de Judeus. NUNCA em todos os filmes de guerra nazistas, me lembro de ter visto um oficial investigador tão chato como aquele. O cara é tão chato que não deixa passar nada. Sorte do mundo que Landa não existiu, pois ele era muito eficiente. Temo que a guerra poderia durar muitos anos a mais se estivessem homens como ele do lado da Alemanha.

Abaixo segue os dados do Filme:

Orçamento: US$70.000.000 (estimado)
Títulos Alternativos: Inglorious Basterds
Gênero: Ação, Aventura, Drama
Duração: 153 min.
Tipo: Longa-metragem / Colorido
Distribuidora(s): Universal Pictures do Brasil
Produtora(s): Universal Pictures, The Weinstein Company, A Band Apart, Zehnte Babelsberg
Diretor(es): Quentin Tarantino
Roteirista(s): Quentin Tarantino
Elenco: Brad Pitt, Mélanie Laurent, Christoph Waltz, Eli Roth, Michael Fassbender, Diane Kruger, Daniel Brühl, Til Schweiger, Gedeon Burkhard, Jacky Ido, B.J. Novak, Omar Doom, August Diehl, Denis Menochet, Sylvester Groth e mais um monte de pessoas.

Vejam tirem suas próprias conclusões e sugiro assistir o Django depois. Abraço!

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