Proclamação da República (Resumo… mentira!!!!)

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Esse post tem muita coisa resumida nele, acho que vou fazer ele virar 3 posts mas a princípio, como todos os assuntos estão interligados para explicar a Proclamação da República, vamos deixar ele como um post apenas.

O Segundo Reinado

O segundo reinado inicia com o grupo dos liberais no poder, mas a pressão dos conservadores é tamanha que D. Pedro convoca novas eleições para a câmara, onde os conservadores vencem. Revoltados, os liberias mais exaltados promovem um levante armado que foi sufocado no mesmo ano (1842). Em resposta, surge um novo movimento armado em Pernambuco (a Revolução Praieira).

Ainda no segundo reinado, ocorre a Guerra do Paraguai. O Paraguai, que antes da guerra atravessava uma fase marcada por grandes investimentos econômicos, a guerra serviu para diminuir a expansão paraguaia na América do Sul. Lutaram juntos, Brasil, Argentina e Uruguai contra o Paraguai, formando a Tríplice Aliança que recebeu armamentos e investimentos vindos da Inglaterra que também tinha interesse em impedir a ascensão paraguaia, que ao término da guerra, o país estava arrasado.

As novas elites surgem no poder

A economia nesse período se desloca do nordeste para o sudeste, pois começa o cultivo de café no Vale do Paraíba, posteriormente migrando para São Paulo. Assim, o sudeste começa a se modernizar. E o que isso implica?

Anteriormente, o ciclo da riqueza no Brasil girava em torno do nordeste que desde o tempo das Capitanias Hereditárias (lembra?) plantava cana de açúcar que era o produto economicamente mais rentável que existia no Brasil. E, como dinheiro e sinônimo de poder, os plantadores de cana de açúcar eram os integrantes do partido político mais poderoso no império que era o partido conservador. Por isso dizemos que existia uma elite açucareira no Brasil.

Mas… aos poucos, a cana de açúcar vai deixando de ser o principal produto da economia brasileira e começa a ceder lugar ao café, que aos poucos vai sendo plantado no vale do Parnaíba, no Rio de Janeiro, depois passando a ser plantado em São Paulo, e obviamente ao ser o novo produto mais rentável, os plantadores do café começam a exigir um espaço maior na política que era ocupado pelos plantadores de cana de açúcar.

A abolição da escravatura

Também por pressões estrangeiras, a Escravidão começa a se tornar um empecilho no Brasil. A escravidão humana no mundo ocidental já vinha sendo questionada desde o século XVIII . Os filósofos iluministas e posteriormente os princípios jacobinos da Revolução francesa professavam a igualdade de nascimento entre todos os homens. Com a Revolução Industrial essas idéias ganharam um novo contorno. O fim da escravidão e o assalariamento da mão-de-obra ampliavam os mercados consumidores, muito disputados pelos grandes industriais, principalmente ingleses.

Durante a primeira metade do século XIX , o rápido desenvolvimento industrial na Europa e nos Estados Unidos promoveu um movimento internacional pelo fim da escravidão. Muitos falavam por questões humanitárias, outros tantos por interesses meramente econômicos. Seja como for, a tendência de fim da escravidão impunha-se sobre o mundo ocidental.

No Brasil, essas pressões internacionais já podem ser percebidas nos tratados de 1810 e no reconhecimento da independência junto à Inglaterra. Em ambos os casos, o Estado brasileiro comprometeu-se em abolir a escravidão em médio prazo, o que não aconteceu.

No Brasil a reação dos senhores de escravos, principalmente os produtores de café, foi uma enorme corrida pela compra de novos contingentes de negros, o que aumentou ainda mais o trafico no Atlântico. A resposta inglesa não tardou. A partir de 1848 a marinha inglesa passou a afundar navios negreiros inclusive nas águas territoriais, chegando em alguns casos e desembarcar em terras brasileiras.

Criava-se uma tensão pré-guerra entre o Brasil e a maior potencia mundial que não podia continuar. Em 1850 o numero de escravos que entrava no Brasil havia se reduzido muito por conta da repressão e não havia condições diplomáticas para manter o trafico.

Onde inicialmente, ocorreu a proibição do tráfego negreiro imposta pela Inglaterra, após muita pressão internacional cria-se no Brasil a lei Eusébio de Queiroz, que proibia a compra de escravos no exterior. Agora era uma questão de tempo, pois o Brasil iria dissolver a escravidão aos poucos, com as Leis dos Sexagenários (escravos maiores de 60 anos deveriam ser libertos) e a Lei do Ventre Livre (escravos nascidos deveriam ser libertos depois dos 12 anos de trabalho). Somente em 1888, é que seria abolida a escravatura com a Lei Áurea.

Reais motivos que atrasaram a abolição da escravatura:

  1. O escravo era a base da economia nacional. Os latifúndios eram sustentados por mão de obra escrava.
  2. A pressão estrangeira procurava introduzir a mão de obra assalariada para o bom desenvolvimento do sistema capitalista, pois escravo não ganha salário, logo não pode comprar produtos.

A proclamação da república.

  • Apesar de inúmeras revoltas, propondo a república, D. Pedro II governava com mão de ferro e fazendo uso do poder moderador. Enquanto liberais e conservadores se alternavam no poder. Os republicanos ganhavam espaço, organizando um manifesto republicano em 1870 a fim de atrair auxílio para o movimento.
  • A partir da década de 1870, como conseqüência da Guerra do Paraguai, iniciou-se uma crise resultada de vários fatores de ordem econômica, social e política que, somados, conduziram aqueles setores à conclusão de que a monarquia precisava ser superada.
  • A questão da classe média – (funcionários públicos, profissionais liberais, jornalistas, estudantes, artistas, comerciantes), que crescia e queria maior participação no império. Aliando-se aos republicanos.
  • A questão abolicionista – O regime imperial estava atrelado à escravatura. Diante das medidas adotadas pelo Império para a gradual extinção do regime escravista, essas elites reivindicavam do Estado indenizações proporcionais ao número de escravos alforriados. Com a decretação da Lei Áurea (1888), e ao deixar de indenizar esses grandes proprietários rurais, o império perdeu o seu último pilar de sustentação. Chamados de “republicanos de última hora”, os ex-proprietários de escravos aderiram à causa republicana.
  • A questão religiosa – Desde o período colonial, a Igreja Católica enquanto instituição encontrava-se submetida ao Estado. Isso se manteve após a Independência e significava, entre outras coisas, que nenhuma ordem do Papa poderia vigorar no Brasil sem que fosse previamente aprovada pelo Imperador. Em 1872 dois Bispos resolveram seguir por conta própria as ordens do Papa Pio IX, punindo religiosos ligados à maçonaria. D. Pedro II, influenciado pelos maçons, interviu na questão, os bispos recusaram-se a obedecer, sendo condenados a quatro anos de trabalho braçal (quebrar pedras). Em 1875, graças à intervenção do Duque de Caxias, os bispos receberam o perdão imperial e foram colocados em liberdade. Contudo, no episódio, a imagem do império desgastou-se junto à Igreja.
  • A questão militar – A Guerra do Paraguai, além de difundir os ideais republicanos, evidenciou aos militares essa desvalorização, que se manteve e mesmo acentuou-se após o fim do conflito. O resultado foi a percepção, da parte dos militares, de que se sacrificavam por um regime que os desprezava, pois não eram bem remunerados, as ordens do imperador valiam mais que as dos generais e não possuíam autonomia sobre a defesa do território.

O império tenta lançar reformas a fim de resolver as dificuldades do império, mas foi tarde demais. No dia 14 de Novembro de 1889, os conspiradores divulgaram o boato de que o governo havia mandado prender o marechal Deodoro da Fonseca e Benjamin Constant Botelho de Magalhães. Era o estopim para a tomada do governo imperial e instauração da República.

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