Pré-História da América

Share

Falar em pré-história da América é algo muito engraçado… pois se formos considerar o padrão que a pré-história de um povo encerra com a invenção da escrita… podemos dizer por exemplo que a pré-história do Brasil terminou com a chegada dos portugueses em 1500… hehehe… Refletir sobre o que foi mencionado acima, só prova aquilo que já sabemos, sobre como a evolução humana não ocorreu da mesma forma e em escadinha em todos as culturas da Terra.

Esse post, destina-se a explicar um pouco dos primeiros povos  que colonizaram a América antes da chegada de Cabral, ou mesmo Cortez.

Como o homem chegou à América:

Atualmente temos duas teorias sobre a origem do homem ao território americano, ambas são muito fáceis de compreender. A primeira aponta para a era das glaciações, onde o mar teria congelado e através de uma migração o  homem teria cruzado a linha do estreito de Bering (onde hoje tem a fronteira dos EUA com a Rússia) e a outra é que o homem teria cruzado o Oceano Pacífico vindo em pequenos barcos da Oceania e das inúmeras ilhas existentes entre a Oceania e o continente americano. Essas são apenas as teorias mais aceitas para explicar como o homem, nascido na África, teria chego ao nosso continente, cabe completar que uma não anula necessariamente a outra teoria, mas sim que de acordo com vestígios arqueológicos, essas se tornam as mais aceitas atualmente.

A chegada do homem ao continente  americano
A chegada do homem ao continente americano

Pré-história do Brasil

Atualmente, o Brasil guarda os fósseis humanos mais antigos do território americano. Entre 1840 e 1843, o naturalista e botânico Peter Wilhelm Lund escreveu uma carta para o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro comentando informando sua descoberta na gruta de Sumidouro, no município e Lagoa Santa. Lund encontrou fósseis humanos com idades em torno de 12.000 anos atrás, posteriormente, outros pesquisadores encontraram no mesmo local, fósseis com 15.000 anos de idade, configurando-se assim os mais velhos da América. Sabe-se que esses hominídeos possuíam estaturas baixas, sabiam utilizar o fogo e habitavam em cavernas. Sobreviviam a base da caça e da pesca, não praticando agricultura. Para a caça utilizavam arcos e boleadeiras.

Essencialmente esses grupos eram semi-nômades, deslocando-se de acordo com a necessidade de busca de novos alimentos. Nas regiões litorâneas principalmente do Espirito Santo até o Rio Grande do Sul, encontramos vestígios de conchas de moluscos e restos de aves, esses fósseis foram identificados como pela palavra Tupi “Sambaqui”, que significa monte de conchas. Alguns sambaquis têm até 30 metros de altura e 100 metros de comprimento. Eles eram utilizados para sepultar mortos e seus objetos pessoais, através do estudo dos Sambaquis, suspeita-se que esses habitantes formavam aldeias com médias de 100 a 150 habitantes. Os índios sambaquis, duraram em média 5 mil anos e tiveram sua cultura interrompida com a chegada dos índios Tupis.

Por volta de 4 mil anos atrás os habitantes do território brasileiro começaram a desenvolver a agricultura e a cerâmica, desnecessário dizer que nem todos os povos começaram a desenvolver a cerâmica e a agricultura ao mesmo tempo. Acredita-se que a cerâmica desenvolveu-se de acordo com a necessidade de cozinhar e de estocar alimentos. Entre  os pioneiros nessa arte, encontramos habitantes de territórios onde hoje estão os estados do Rio Grande do Sul e Pará.

Share