A Roma Antiga
A Roma Antiga
Roma foi uma civilização que se desenvolveu a partir da cidade-Estado de Roma, fundada pelos Etruscos, na península itálica, na região do Lácio durante o século VII a.C.. Durante os seus onze séculos de existência, a civilização romana transitou da Monarquia (1), para uma República Oligárquica (2) até se tornar num vasto Império (3), que dominou a Europa Ocidental e ao redor de todo o mar Mediterrâneo através da conquista e assimilação cultural.
1º Momento – Monarquia Romana
Durante esse período, o rei acumulava as funções executiva, judicial e religiosa, embora seus poderes fossem limitados na área legislativa, já que o Senado, ou Conselho de Anciãos, tinha o direito de veto (proibir) e sanção (punir) das leis apresentadas pelo rei. Junto com o conselho e senado, havia a Comitia Curiata, assembléia formada por representantes de todas as famílias livres de Roma como a monarquia romana não era hereditária, quando o rei morria cabia aos senadores escolher um substituto. A Comitia Curiata aprovava ou rejeitava a indicação. A ratificação (confirmação) dessas leis era feita pela Assembléia ou Cúria, composta de todos os cidadãos em idade militar.
No período monárquico ou real, a sociedade romana estava dividida em quatro classes:
- Patrícios – Eram cidadãos romanos, oriundos das tribos latinas que habitavam o local anteriormente e eram grandes proprietários de terras;
- Plebeus – Eram homens livres, porém sem direitos políticos. Grupo composto por comerciantes, artesãos e pequenos proprietários;
- Clientes – Eram em geral ex-escravos ou filhos de escravos nascidos livres, ligavam-se a uma família patrícia, com quem mantinham uma reação de completa dependência, devendo substituí-los nas guerras. Assumiam também obrigações econômicas, recebendo deles proteção e terras para cultivar em troca deviam-lhes respeito e devotamento pessoal;
- Escravos – Recrutados entre os derrotados da guerra ou plebeus que não tinham como quitar suas dívidas. Eram considerados instrumentos, sem nenhum direito político, usados nos trabalhos mais pesados, seus donos tinham direito de vida e morte sobre eles.
2º Momento – República Oligárquica
A república criada pelos romanos apoiava-se em uma complexa estrutura político-administrativa, formada por três grandes áreas: a Magistratura, o Senado e as Assembléias. Os magistrados exerciam o poder executivo, os mais importantes entre eles eram os Cônsules e o Ditador, havia ainda outros magistrados como o Censor e o Edis. O senado concentravam a maior parte do poder do Estado, faziam parte apenas famílias patrícias. Haviam diferentes Assembléias, as mais importantes eram a tribal, e a centurial. Com essa nova estrutura política Roma iniciou um lento e contínuo processo de expansão amparando-se em uma poderosa força militar e quando dominou toda a península itálica (ao conquistarem uma região italiana, pelo menos um terço do território ocupado era apropriado pelo Estado, transformado em ager publicus (terras públicas) e depois distribuído aos cidadãos romanos, para várias finalidades: instalação de colônias, distribuição de lotes individuais ou ocupação pela aristocracia, que tinha os meios disponíveis para seu aproveitamento).
Roma deu início à sua expansão interna. Para as pessoas de posse a expansão territorial Romana significou mais riqueza e privilégios mas para os mais pobres ela contribuiu para aumentar as desigualdades entre Patrícios e Plebeus, desencadeando diversas revoltas plebéias. Insatisfeitos os plebeus se recusaram a participar das campanhas militares e passaram a exigir em assembléias diversas alterações na política e na sociedade romana, como a criação de cargos de Magistrados, encarregados de defender os seus interesses.
Devido a pressão desses acontecimentos os patrícios concordaram em criar o Tribunato da Plebe, que eram escolhidos pelos Plebeus anualmente e que apesar de não poderem criar novas leis, podiam vetar decisões de senadores e magistrados, consideradas contrárias aos interesses da plebe. Conquistaram assim o fim da escravidão por dívidas, o direito ao casamento com patrícios e a elaboração de um código de leis. No século IV a.C. obtiveram acesso às magistraturas, o ingresso de representantes no Senado e nos colégios sacerdotais e a transformação em lei dos Plebiscitos aprovados em suas assembléias.
Com a expansão territorial os romanos entraram em contato com a cultura dos povos dominados e pouco a pouco a partir do século III a.C. valores culturais, literários, filosóficos religiosos e científicos da civilização grega passaram a fazer parte do cotidiano de Roma que sofria influência da Helenização. Com o tempo os plebeus enriquecidos pela expansão das atividades comerciais constituíram um novo grupo social: a nobreza, que passo a exercer grande influência sobre a sociedade. Sua ascensão coincidiu com a perda de poder dos Patrícios, enfraquecidos numericamente por ser um grupo muito fechado. A política de pão e circo que consistia em esmolas, festas e espetáculos para angariar votos das camadas mais baixas da população fez com que a nobreza acumulasse poder e passasse a controlar o senado e os principais cargos da magistratura.
Outro grupo surgido durante a República foi o dos Cavaleiros, composto por indivíduos ricos que se dedicavam ao grande comércio e atividades públicas rentáveis. As guerras contribuíram fortemente para a desintegração das camadas médias rurais que por séculos haviam sido a base militar e social do império romano. Muitos camponeses e pequenos proprietários largaram o campo para viver nas cidades. Com o afluxo constante de pobres, escravos e imigrantes que se juntavam á esses componentes, as cidades passaram a enfrentar problemas como os de falta de moradia, desemprego, saneamento básico e alimentação. A desigualdade entre ricos e pobres gerou um enorme descontentamento entre as camadas populares, provocando conflitos sociais que começaram a abalar a República.
Para sair da crise seria necessário promover mudanças na sociedade por isso os irmãos Tibério Graco e posteriormente e Caio Graco, oriundos do tribuno da plebe, defenderam a reforma agrária como fim ao êxodo rural e para impor limites a propriedade da terra. Os senadores, donos dos maiores latifúndios de Roma, assassinaram Tibério e 300 dos seus seguidores mais seu irmão Caio baseando-se no modelo da democracia ateniense e buscando minar o poder dos ricos propôs que as principais decisões da república fossem transferidas do senado para a assembléia popular. Mais uma vez a aristocracia senatorial o cassou e cercado ele morreu, junto com 3000 que o apoiavam.
A morte de Caio levou a uma guerra civil que se estenderia por quase um século. Procurando desviar a atenção da crise se estendia sobre a república, o senado romano passou a estimular campanhas militares no exterior. O prestigio dos militares, cresceu graças as suas vitórias obtidas. O general Lucio Cornélios Sila de confiança do senado assumiu o governo e foi nomeado por eles como o primeiro ditador perpétuo, deu início a uma onde de terror e perseguições políticas e restringiu a autoridade dos tribunos e das assembléias plebéias. Após a renúncia de Sila, três generais ocuparam o centro da república romana, como pai do exército: Pompeu, Julio César e Marco Licínio Crasso.
A aliança entre eles passou a ser conhecida como Primeiro Triunvirato (governo de três Barões), permitiu que governassem sem depender do senado. Com a morte de crasso os senadores tentaram isolar César apoiando apenas Pompeu. Teve início uma guerra civil, envolvendo agora os partidários de César e as forças do senado comandadas por Pompeu. Derrotado por César Pompeu morreu no Egito perseguido por César onde lá ele conheceu Cleópatra. Retornando à Roma César recebeu o título de ditador vitalício que deu início à uma nova fase na política romana sem se comprometer com ninguém assumiu para si vários cargos e funções, como côsul, pontíficie máximo (sumo sacerdote) e supremo comandante militar. Em seu governo 80000 pessoas foram beneficiadas pela reforma agrária.
O medo cresceu entre os senadores de que César acabasse com a república e se tornasse rei para que isso não ocorresse 60 senadores e cercaram e o assassinaram a punhaladas. A morte de César não garantiu a restauração do poder do senado. Contando com o apoio popular e a adesão das tropas, três seguidores de César, Marco Antônio, Caio Otávio e o General Lépido se impuseram ao senado e deram início ao Segundo Triunvirato. O território romano transformou-se novamente em um palco de guerra. Otávio Augusto destituiu Lépido e voltou-se contra Marco Antonio que acabou se suicidando juntamente com Cleópatra e Otavio Augusto se tornou o senhor absoluto do maior império já visto.
3º Momento – Império
Roma tornou-se Império, voltando-se inicialmente para todo o mundo da orla do Mar Mediterrâneo(o Mar Mediterrâneo é um mar do Atlântico oriental, compreendido entre a Europa meridional, a Ásia ocidental e a África setentrional). Sendo Otávio Augusto seu primeiro governante durante quatro décadas onde promoveu diversas reformas na sociedade romana. Destituiu do cargo senadores acusados de corrupção, perdoou as dívidas dos camponeses para o governo, criou um tribunal de pequenas causas para dar maior agilidade à justiça, distribuiu alimentos e dinheiro para o povo em momentos de crise e incentivou os espetáculos públicos. Ocorreu com a morte de Augusto uma série de dinastias de homens célebres, além disso novas cidades surgiram e o estilo de vida romano passou a ser adotado acentuando o processo de romanização das regiões conquistadas.
O império viveu um período de calmaria conhecido pela pax romana mas no final do século II o império começou a sofrer as primeiras invasões de povos vindo inicialmente do interior da Europa e posteriormente da Ásia. Os romanos os chamavam de bárbaros (povos germânicos). Começou-se a intensificar as crises econômicas e agrícolas e a população ainda sofria com altos impostos.
Preocupado em tornar o império mais governável o imperador Diocleciano resolveu dividi-lo em duas partes, uma oriental sob seus cuidados e outra ocidental entregue ao general Maximiano. Não conseguindo ainda torná-la mais governável dividiu o Império entre quatro governantes, a chamada tetrarquia o que enfraqueceu o senado pois Roma deixou de ser a sede do império que passou a contar com quatro capitais: Trévis (na atual Alemanha), Milão (na península itálica), Sirmio (na atual Bósnia-Hezergovina) e Nicomédia (na atual Turquia) além, Diocleciano repeliu invasões e promoveu forte perseguição aos cristãos o que intensificou lutas internas pelo poder.
O imperador Constantino que o substituiu conseguiu restaurar o poder central concedendo liberdade de culto aos cristãos e transferindo a capital do império de Roma para a antiga cidade Grega de Bizâncio (atual Istambul na Turquia) que passou a se chamar de Constantinopla. Por fim, Teodósio, sucessor de Constantino o império foi dividido mais uma vez em duas partes: a metade ocidental, onde estavam incluídas a Hispânia, a Gália e a Itália, entrou em colapso definitivo no século V e deu origem a vários reinos independentes; a metade oriental, governada a partir de Constantinopla passou a ser referida como Império Bizantino que foi inicialmente conhecido como Império Romano do Oriente,e sucedeu o Império Romano como o Império e reinado dominante do Mar Mediterrâneo.
Sob Justiniano I, considerado o último grande Imperador romano, dominava áreas no atual Marrocos, Cartago, sul da França e da Itália, bem como suas ilhas, Península Balcânica, Anatólia, Egito, Oriente Próximo e a Península da Criméia, no Mar Negro. Sob a perspectiva ocidental, não é errado inserir o Império Bizantino no estudo da Idade Média, mas, a rigor, ele viveu uma extensão da Idade Antiga e por isso o estou situando aqui. (os historiadores especializados em Bizâncio em geral concordam que seu apogeu se deu com o grande Imperador da dinastia Macedônica, Basílio II, no início do século IX. A sua regressão territorial gradual delineou a história da Europa medieval, e sua queda, em 1453, frente aos turcos otomanos, marcou o fim da Idade Média). Á partir de 476 d.C., data tradicional da queda de Roma e início do Império Bizantino, demarca-se o início da Idade Média.
Jurássico 2012 (ano III)
meu professor pedio para a turma acessar esse site! É muito bom!
LEgal… hehehe… e que tenho que começar a me coçar e voltar a postar novidades no site.. aff… mas nas férias me dá uma preguiça!
Hum… essa eu acho que vou ficar de fora observando… hehehe…
Conheço a Andressa Cria inforzato…
Adoro vc..minha amigaa to morrendo de sds..
Se vc ver isso vou ficar muito mais muito feliiz
Te adoro
E talvez vou na escola de novoo se der
beijos
que texto fraco tirei um 3 o trabalho valia 10
Depende do que seu professor precisava Marcio, e se ele não percebeu que isso é uma cópia… ^^!
bom eu so tenho 11 anos to na 6 serie e esse texto me ajudou a fazer meu trabalho vlw
Obrigado pelo carinho e pelos Spams que você deixou no site. =p !
Conseguiu resumir a história de Roma em poucas linhas! Isso me ajudou em muito a atender melhor a história na cronologia certa em que tudo ocorreu!!
PARABÉNS!!
Puxa! Que bom que você gostou mesmo… resumir é sempre uma coisa difícil de fazer por que a história romana é tão riquíssima que sempre corro o risco de deixar coisas importantes passarem despercebidas… obrogado!
segundo meu livro de historia, nao tem falando nada disso
e agora, qual é o certo ?
estou confusa
Seria importante para nós se você apresentasse o ponto em que você informa que não está de acordo com o seu livro… não sei por onde começar a te ajudar.
Obrigado. Se tiver algum assunto extra que possamos ajudar, nos avise.
Obrigado. Sempre que houver algo que possamos auxiliar, por favor, nos mantenha atualizado.