A escravidão no Brasil Colônia

24 de março de 2011 Fernando 2º ano7º AnoEJAHistória Ens. FundamentalHistória Ens. MédioT4T7

A origem da escravidão no Brasil

Durante a colônia e o império, o Brasil adotou uma forma de produção conhecida como escravismo, escravidão, ou mesmo escravatura. Durante esse período diversos homens e mulheres foram retirados do continente africano para trabalhar como escravos, sendo forçados a trabalhar contra a vontade, recebendo castigos corporais para manter a disciplina, e sendo propriedade de outra pessoa, como se fossem objetos. Arranjar um escravo era como comprar uma ferramenta, você pagava por ele e ganhava uma nota fiscal, como se estivesse comprando um martelo ou um Mp4.

A escravidão no Brasil foi introduzida pelos colonizadores portugueses, antes de trazerem escravos da África, os portugueses usaram os indígenas para escravizar, mas a escravidão dos indígenas era muito complicada, primeiro por que os padres tinham interesse em catequizá-los e segundo por que era muito simples para o índio fugir em meio a mata por que geralmente conheciam muito bem o terreno.

Com o projeto da escravidão, criou-se uma verdadeira empresa escravista que ia de barco até África e roubava pessoas de tribos como Bantos ou Benguelas, e de áreas como Congo, Guiné, Angola ou Moçambique. A escravidão não era uma coisa nova. Desde a antiguidade, pessoas vencidas em guerras ou que não tinham como saldar suas dívidas eram usadas em trabalhos escravos, contudo, o tratamento que recebiam nessas sociedades eram diferentes podendo muitas vezes comprar sua liberdade e fazerem parte da sociedade, coisa que não existia no Brasil.

A procura por escravos na África muitas vezes era feita pelas tribos vizinhas que trocavam os prisioneiros por produtos como fumo, aguardente e armas. Passados desse ponto eram trancafiados nos navios chamados de “negreiros”, que nada mais eram que barcos adaptados para carregarem os escravos da África para as Américas. As condições de higiene dos barcos eram péssimas, sendo que muitos morriam durante a viagem, sendo lançados ao mar. Assim, os que sobreviviam e acabavam chegando ao solo americano, eram vendidos em verdadeiros mercados, onde eram vendidos como animais, assim os melhores escravos recebiam um preço que variava de acordo com o porte físico, qualidade dos dentes e outras qualidades que eram atribuídas a bons trabalhadores, como canelas finas ou calcanhares altos.

Em todo o continente americano foi utilizada a mão de obra escrava, mesmo os países de origem inglesa como os Estados Unidos, ou de origem espanhola utilizaram a mão de obra escrava africana. No Brasil, o trabalho escravo teve importância fundamental na economia, pois era através dos escravos que toda a riqueza era produzida no Brasil, foram eles quem fez o país prosperar. Por esse motivo demorou tanto tempo para que a escravidão fosse abolida em terras brasileiras, sendo o último país da América a abolir o trabalho escravo.

Apesar dessa importância que o trabalho do escravo representava para o seu dono, vamos comentar novamente que o escravo era uma propriedade de seu senhor. Ele não possuía qualquer direito e dependia do seu proprietário para receber os elementos mais básicos à sua sobrevivência, como a alimentação e as suas vestimentas. Ele devia estar sempre pronto para trabalhar e seu trabalho era sempre vigiado pelos chamados capitães-do-mato, cuja obrigação era capturar os escravos fugidos e lhes aplicar os mais diversos tipos de castigos, como o açoitamento, o tronco, peia, entre outras punições. Essas punições serviam para disciplinar o escravo, mas contribuíam para diminuir o tempo de vida do trabalhador. Resumindo a história, o escravo executava o seu trabalho nas mais desumanas das condições.

Vida de escravo

Os escravos foram muito utilizados nas fazendas de cana de açúcar, posteriormente utilizados também nas minas de ouro (a partir do século XVIII). A plantação de cana de açúcar foram inicialmente feitas na região “da Mata”, no litoral nordestino, em grandes fazendas que produziam apenas esse gênero agrícola. Esse modelo de monocultura (cultura de um só produto) em grandes propriedades tinha o intuito de exportar sua produção. O nome desse modelo de exploração é conhecido como Plantation. O açúcar dessas Plantations era muito bem aceito na Europa, e isso fez a região enriquecer muito enquanto as outras regiões do Brasil continuavam pobres, motivo pelo qual a capital do Brasil era na região nordeste, em Salvador.

Além dos tradicionais escravos das fazendas de açúcar, existiam os escravos domésticos, que como indica o nome, trabalhavam nas casas de seus senhores, realizando serviços como cozinhar e costurar. Além desses existiam casos de escravos que prestavam serviços remunerados e deveriam pagar parcela de sua renda ao seu proprietário, os chamados “escravos ao ganho”. Outro tipo de escravo encontrado eram os alugados pelos seus senhores para desenvolver algum ofício (pedreiro, carpinteiro, cozinheiro, ama de leite) para outras pessoas, sendo assim chamados de “escravos de aluguel”. Estes dois últimos tipos de escravos desenvolviam suas tarefas geralmente nos espaços urbanos.

Um comentário importante de se fazer é que havia por parte dos senhores de escravos uma repulsa pelo trabalho. O trabalho era considerado coisa de pobre, ou de negros, por isso nenhum dos senhores de escravos gostava de trabalhar, precisando dos escravos para quase tudo.

Abolição da EscravaturaBrasilBrasil ColôniaEscravidão


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