Bastardos Inglórios

Inglorious BasterdsNo dia 09/10/2009, chegou nas telas do cinema brasileiro o novo filme do Tarantino: Inglorious Bastards. Recheado de humor negro e com cenas bem sangrentas (como todo bom filme dele) ele retrata um batalhão americanos, com uma única missão: matar o maior número possível de alemães nazistas. Filme voltado a divertir o povo e não para ser um filme histórico sobre a segunda guerra mundial. Continue reading

Resumo – Segunda Guerra Mundial

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Para os americanos, sempre são eles que podem tudo.

Revendo posts antigos, notei que a galera do site adora resumos… eu gostava, hoje nem tanto, mas vamos continuar refazendo-os.

Período entre guerras

Os EUA foram a única nação que saiu vitoriosa da 1º GM. Cheia de lucros, e emprestando dinheiro para as nações europeias que estavam com suas economias arrasadas. Em meio a essa prosperidade americana, em 1929, vai ocorrer uma crise de superprodução que será conhecida como o Crack da Bolsa. Essa crise que ocorreu primeiro na bolsa de valores, foi provocada pois haviam MUITAS mercadorias e POUCOS compradores. Boa parte da população ficou desempregada, empresas fecharam da noite para o dia e o governo teve que interferir na economia para resolver a crise. Assim, os Estados Unidos decide que para resolver a sua crise de economia eles tem que interferir na economia mundial. Continue reading

A abertura dos Portos e a Independência do Brasil

Vinda da família realA Abertura dos Portos muda a face do Brasil

A 17 de dezembro de 1815, depois da vinda da família real, o Brasil foi elevado a reino e as capitanias passaram em 1821 a chamar-se províncias. Em 1818 com a morte da rainha louca D. Maria I, a quem Dom João substituía, deu-se no Rio de Janeiro a proclamação e a coroação do Príncipe Regente, que recebeu o título de Dom João VI. A aclamação de D. João VI deu-se nos salões do Teatro de São João.

O filme Carlota Joaquina retrata esse evento como um “deus nos acuda”. No filme, o na época Príncipe Regente, Dom João, é um gordo escroto e covarde que passa o filme comendo asas de frango. Ao contrário do que o cineasta pensa e retrata, a vinda da corte ao Brasil não foi uma fuga desesperada de Portugal. Todo o processo foi negociado com a Inglaterra que muito lucraria com o processo. Tanto que um dos acordos feitos foi que continuassem a comercializar com o país a partir da colônia e ela escoltou os navios ao Brasil durante todo o percurso.

A primeira coisa a ser feita com a chegada é o nepotismo. Junto com a corte veio uma quantidade enorme de funcionários, parentes e amigos que precisavam ser encaixados em algum cargo público que mantivesse suas mentes ocupadas. Do ponto de vista econômico, a chegada da família real deram rápido impulso às elites brasileiras. Observando como nação, o Brasil perdeu muito com as mudanças desempenhadas na economia. Das cláusulas inglesas um era a diminuição das taxas alfandegárias sobre os produtos ingleses e a abertura dos portos na colônia para todas as nações amigas. E quem será o maior amigo de Portugal??

A abertura dos portos e a permissão de montar indústrias, que haviam sido proibidas por Portugal anteriormente, permitiu à burguesia brasileira um espaço para crescer. Abriram–se algumas fábricas, tais como uma de ferro e outra de pólvora. Maior espaço de atuação das manufaturas, ainda que a manufatura de tecidos não tenha progredido por causa da concorrência dos tecidos ingleses. Mas no geral os resultados foram favoráveis para o desenvolvimento da elite local.

Claro que estando a família em solo da colônia, era preciso melhorar a colônia para melhor receber nossos governantes. Para isso foram criados novos impostos que custeariam as obras públicas e a resistência portuguesa contra a invasão francesa na metrópole. Assim ao mesmo tempo que o país recebia a entrada de novos produtos estrangeiros (como o chá), ocorriam outras medidas que indiretamente estimularam as atividades econômicas do Brasil como construção de estradas, melhorias nos portos, etc.

No campo social, o Brasil sofria um reboliço cultural e educacional o que só fez facilitar o processo de independência do Brasil. Nessa época, foram criadas escolas como a Academia Real Militar, a Academia da Marinha, a Escola de Comércio, a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, a Academia de Belas-Artes e dois Colégios de Medicina e Cirurgia, um no Rio de Janeiro e outro em Salvador. Foram fundados o Museu Nacional, o Observatório Astronômico e a Biblioteca Real, cujo acervo era composto por muitos livros e documentos trazidos de Portugal. Também foi inaugurado o Real Teatro de São João e o Jardim Botânico. Uma atitude muito importante de dom João foi a criação da Imprensa Régia. Ela editou obras de vários escritores e traduções de obras científicas. Foi um período de grande progresso e desenvolvimento.

A volta da Família Real a Lisboa e o início do processo de independência do Brasil

Tanto movimento por aqui provocou a indignação do outro lado do Atlântico. Afinal, o Brasil deixara de ser uma simples colônia. Nosso país tinha sido elevado à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves. Quer dizer, enquanto a família real esteve por aqui, a sede do reino foi o Rio de Janeiro, que recebeu muitas melhorias. Enquanto isso, em Portugal, o povo estava empobrecido com a guerra contra Napoleão e o comércio bastante prejudicado com a abertura dos portos brasileiros. Os portugueses estavam insatisfeitos e, em 1820, estourou a Revolução Liberal do Porto, cidade ao norte de Portugal. Os rebeldes exigiram a volta de dom João e a expulsão dos governantes estrangeiros. Queriam também que o comércio do Brasil voltasse a ser feito exclusivamente pelos comerciantes portugueses. Cedendo às pressões de Portugal, dom João voltou em 26 de abril de 1821. Deixou, contudo, seu filho dom Pedro como regente do Brasil. Assim, agradava aos portugueses e aos brasileiros que tinham lucrado com a vinda da corte portuguesa para o Brasil, especialmente com a abertura dos portos.

Com a volta de D. João VI para Portugal e as exigências para que também o príncipe regente voltasse, a aristocracia rural passa a viver sob um difícil dilema: conter a recolonização e ao mesmo tempo evitar que a ruptura com Portugal assumisse o caráter revolucionário-republicano que marcava a independência da América Espanhola, o que evidentemente ameaçaria seus privilégios. Eles temiam que as bases da sociedade que era latifundiária e escravista fossem alteradas, fazendo assim com que eles perdessem sua posição de prestígio.

A situação do Brasil permaneceu indefinida durante o ano de 1821. A maçonaria (reaberta no Rio de Janeiro com a loja maçônica Comércio e Artes) e a imprensa uniram suas forças contra a postura recolonizadora das Cortes. D. Pedro é sondado para ficar no Brasil, pois sua partida poderia representar o esfacelamento do país. Era preciso ganhar o apoio de D. Pedro, em torno do qual se concretizariam os interesses da aristocracia rural brasileira.

Foram então enviados emissários às Províncias de Minas Gerais e de São Paulo para obter a adesão à causa emancipacionista, com resultados positivos. A decisão do príncipe de desafiar as Cortes decorreu de um amplo movimento, no qual se destacou José Bonifácio. Membro do governo provisório de São Paulo, ele escrevera em 24 de dezembro de 1821 uma carta a D. Pedro, na qual criticava a decisão das Cortes de Lisboa e chamava a atenção para o papel reservado ao Príncipe na crise. D. Pedro divulgou a carta, publicada na Gazeta do Rio de Janeiro de 8 de janeiro de 1822 com grande repercussão. Dez dias depois, chegou ao Rio uma comitiva paulista, integrada pelo próprio José Bonifácio, para entregar ao Príncipe a representação paulista. No mesmo dia, D. Pedro nomeou José Bonifácio ministro do Reino e dos Estrangeiros, cargo de forte significado simbólico: pela primeira vez na História o cargo era ocupado por um brasileiro.

No Rio de Janeiro também havia sido elaborada uma representação (com coleta de assinaturas) em que se pedia a permanência de D. Pedro de Alcântara no Brasil. O documento foi entregue ao Príncipe a 9 de janeiro de 1822 pelo Senado da Câmara do Rio de Janeiro. Em resposta, o Príncipe Regente decidiu desobedecer às ordens das Cortes e permanecer no Brasil, pronunciando a célebre frase “Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto. Digam ao povo que fico!”. O episódio tornou-se conhecido como “Dia do Fico”.

Um abaixo assinado de oito mil assinaturas foi levado por José Clemente Pereira (presidente do Senado) a D. Pedro em 9 de janeiro de 1822, solicitando sua permanência no Brasil. Cedendo às pressões, D. Pedro decidiu-se: “Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto. Diga ao povo que fico”.

Considerações sobre a Independência

É óbvio que D. Pedro decidiu ficar bem menos pelo povo e bem mais pela aristocracia, que o apoiaria como imperador em troca da futura independência não alterar a realidade sócio-econômica colonial. Contudo, o Dia do fico era mais um passo para o rompimento definitivo com Portugal. Graças a homens como José Bonifácio de Andrada e Silva (patriarca da independência), Gonçalves Ledo, José Clemente Pereira e outros, o movimento de independência adquiriu um ritmo surpreendente com o cumpra-se, onde as leis portuguesas seriam obedecidas somente com o aval de D. Pedro, que acabou aceitando o título de Defensor Perpétuo do Brasil (13 de maio de 1822), oferecido pela maçonaria e pelo Senado. Em 3 de junho foi convocada uma Assembléia Geral Constituinte e Legislativa e em primeiro de agosto considerou-se inimigas as tropas portuguesas que tentassem desembarcar no Brasil.

São Paulo vivia um clima de instabilidade para os irmãos Andradas, pois Martim Francisco (vice-presidente da Junta Governativa de São Paulo) foi forçado a demitir-se, sendo expulso da província. Em Portugal, a reação tornava-se radical, com ameaça de envio de tropas, caso o príncipe não retornasse imediatamente.

José Bonifácio, transmitiu a decisão portuguesa ao príncipe, juntamente com carta sua e de D. Maria Leopoldina, que ficara no Rio de Janeiro como regente. No dia sete de setembro de 1822 D. Pedro que se encontrava às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, após a leitura das cartas que chegaram em suas mãos, bradou: “É tempo… Independência ou morte… Estamos separados de Portugal”. Chegando ao Rio de Janeiro (14 de setembro de 1822), D. Pedro foi aclamado Imperador Constitucional do Brasil. Era o início do Império, embora a coroação apenas se realizasse em primeiro de dezembro de 1822.

A independência não marcou nenhuma ruptura com o processo de nossa história colonial. As bases socioeconômicas (trabalho escravo, monocultura e latifúndio), que representavam a manutenção dos privilégios aristocráticos, permaneceram inalteradas. O “sete de setembro” foi apenas a consolidação de uma ruptura política, que já começara 14 anos atrás, com a abertura dos portos.

O reconhecimento da Independência do Brasil

Unidas todas as províncias e firmado dentro do território brasileiro o Império, era necessário obter o reconhecimento da Independência por parte das nações estrangeiras. A primeira nação estrangeira a reconhecer a Independência do Brasil foram os Estados Unidos em maio de 1824. Não houve dificuldades, pois os norte-americanos eram a favor da independência de todas as colônias da América.

O reconhecimento por parte das nações europeia foi mais difícil porque os principais países da Europa, entre eles Portugal, haviam-se comprometido, no Congresso de Viena em 1815, a defender o absolutismo, o colonialismo e a combater as ideias de liberdade.

Entre as primeiras nações europeias apenas uma foi favorável ao reconhecimento do Brasil independente: a Inglaterra, que não queria nem romper com seu antigo aliado, Portugal, nem prejudicar seu comércio com o Brasil. Foi graças à sua intervenção e às demoradas conversações mantidas junto aos governos de Lisboa e do Rio de Janeiro que Dom João VI acabou aceitando a Independência do Brasil, fixando-se as bases do reconhecimento.

A 29 de agosto de 1825 Portugal, através do embaixador inglês que o representava, assinou o Tratado luso-brasileiro de reconhecimento. O Brasil, entretanto, teve que pagar a Portugal uma indenização de dois milhões de libra esterlinas, e Dom João VI obteve ainda o direito de usar o título de Imperador do Brasil, que não lhe dava, porém qualquer direito sobre a antiga colônia. A seguir as demais nações européias, uma a uma, reconheceram oficialmente a Independência e o Império do Brasil. Somente em 1826 estava firmada a posição do Brasil no cenário internacional.