XXV RAÍZES, EDIÇÃO PALMARES DO SUL – A Lenda da Casa Branca

Compartilhando trabalhos de alunos ‪#‎histórias_de_palmares_do_sul‬

Nome: Cassieli Martins
Professor Fernando, História.

A Lenda da Casa Branca

Em torno desta antiga fazenda do coronel Pires, que por último pertenceu á um homem conhecido como Modesto que criava gados e cavalos, gira uma lenda de que havia enterrada ali uma panela com ouro.

Quem vivia na Granja Vargas mais ou menos nessa época diz que era uma bela moradia, mas que com o tempo e as constantes explorações em busca do ouro enterrado, a casa foi se deteriorando e ficando cada vez mais assustadora.

Talvez por defesa do ouro escondido ou por motivos então desconhecidos, a casa e a velha construção que servia de senzala assombravam quem aparecesse por lá. Quem entrava no lugar onde os escravos se abrigavam logo ouvia o barulho das grossas correntes jogadas pelo chão e as portas que rangiam e se batiam á todo tempo. Na casa que um dia abrigou tamanha riqueza também não era diferente, era preciso muita coragem para se aventurar naquele território. Há boatos de que apareceram até caça-tesouros por lá, mas ninguém sabe ao certo quem encontrou a tão procurada panela de ouro, sabe-se apenas que ela não está mais no lugar onde se dizia encontrar-se.

Hoje em dia há poucas ruínas perdidas no meio do mato, tornou-se um lugar de difícil acesso e pouco comentado, a lenda está sendo esquecida pelos mais novos, mas quem nunca esquecerá essa história é quem viveu naquele tempo de tantas coisas inexplicáveis.

XXV Raízes, edição Palmares do Sul – O Clube Joana D’arc

Compartilhando trabalhos de alunos do 3º Ano B, da Escola Albano Alves Pereira.

O Clube Joana D’arc

O clube de mães Joana D’arc, entidade social tão querida neste nosso distrito de Quintão pelos seus valiosos serviços sociais para a comunidade, foi oficialmente inaugurado em 15/07/87, porém há mais de 30 anos iniciou com pequeno grupo de mulheres. Nada foi fácil. Não tinham sede, não tinham dinheiro, só um sonho. Mas estas mulheres guerreiras e corajosas lutaram por esta ideia e venceram todas as dificuldades. Saíam pela rua muito cedo, catando latinhas, garrafas, papéis, papelão, e tudo o que pudesse gerar dinheiro.

Em garagens emprestadas reuniam-se para seus trabalhos de costura, crochê, tricô, trocando ensinamentos entre si e também ensinando outras mulheres, que foram se unindo ao grupo, motivadas pelas outras.

Conseguiram por um tempo o empréstimo do prédio da SAPQ – Sociedade Amigos da Praia do Quintão e ali realizaram vários eventos, como chás, almoços, feiras, onde vendiam seus trabalhos de artesanato.

Na gestão do prefeito Ernesto Ortiz conseguiram da prefeitura a doação dos terrenos onde hoje se situa o clube.
Com os recursos que tinham conseguido, foram comprados materiais de construção, que ficaram longos meses guardados no depósito da madeireira Pacheco, até ser possível construir um pequeno espaço. Hoje este espaço é a cozinha e a copa do clube.
Aos poucos, sem esmorecer na luta e sempre buscando ajudas e parcerias do comércio e da comunidade, foi construído o salão de festas.

Nesses anos muitas diretoria, sócias e colaboradores por ali passaram, muito se fez e se faz pelo clube, mas o mérito todo deve ser dado aquelas corajosas mulheres, que iniciaram o projeto e o levaram a bom termo. Dessas sócias fundadoras, algumas já partiram, porém duas delas, conhecidas e queridas ela comunidade, embora em idade avançada, continuam presentes no clube: dona Teresinha Garcez Bassoa e dona Nadyr Gonçalves.

Quem nos contou essa história foi a dona Nadyr, por intermédio de sua tesoureira, Marilda